Archive for the Pequenos textos sobre o anarquismo Category

Ser governado é…

Posted in Pequenos textos sobre o anarquismo on maio 25, 2008 by Xirtam

ser governado é ser guardado a vista, inspeccionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endroutinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não tem nem o titulo nem a ciência nem a virtude!!!
ser governado e ser, a cada operação,a cada transação, cada movimento,notado,registrado,recenseado,tarifado,selado,medido,cotado,avaliado,patenteado,licenciado,autorizado,rotulado,admoestado,impedido,reformado,reenviado,corrigido.E sob o pretexto da utilidade pulblicidade em nome do interesse geral ser submetido a contribuição,utilizado,resgatado, explorado,monopolizado,extorquido,pressionado,mistificado,roubado;e depois a menor resistência, a primeira palavra de queixa,reprimido,mutuado,vexado,acossado,maltratado,espancado,desarmado,garroteado,aprisionado,fuzilado,metralhado,julgado,condenado,deportado,sacrificado,vendido,traido e,no máximo grau,jogado ridicularizado,ultrajado,desonrado.eis o governo,eis a sua justiça, eis a sua moral!
Oh! personalidade humana!como foi possível deixares-te afundar,durante sessenta séculos, nesta abjeçao???

Texto feito pelo Nick – M.A.R

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Renegades of Funk (com tradução)

Posted in Uncategorized on maio 21, 2008 by Xirtam

Rage against the machine – Renegades of Funk

Definição de anarquia – Errico Malatesta

Posted in Pequenos textos sobre o anarquismo on abril 22, 2008 by Xirtam

Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.
            Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.
            Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
            O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
            Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros.
            Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las  inimigo.
            Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
            Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”.  
            Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram  mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o “Estado” com é chamado.

Por que nós somos anarquistas?

Posted in Pequenos textos sobre o anarquismo on abril 21, 2008 by Xirtam

Nós somos anarquistas, porque há vários séculos, temos sido vítimas de todos os tipos de governos, que ao longo dessa tirania, foi aparecendo mais um ladrão, mais um fanático, mais um assassino mais um déspota. Nós somos anarquistas porque nós achamos que não existem razões para ser explorado e para que tenhamos de trabalhar para que um grupo de sem vergonhas se tornem milionários. Nós somos anarquistas, porque não aceitamos nas leis que são inventadas para assassinar e sufocar o nosso grito de protesto. Nós somos anarquistas porque não acreditamos nas suas guerras, em suas pátrias, ou em seus deuses. Nós somos anarquistas porque detestamos sua polícia, os seus generais, reis e presidentes. Nós somos anarquistas, porque, ao contrário deles, sofremos com as desgraças humanas. Nós somos anarquistas, porque queremos vida livre, saudável, de respeito mútuo e igualdade para os nossos filhos e filhas. Nós somos anarquistas porque não agüentamos ver as lágrimas de tantas pessoas boas, humildes, que têm sido enganadas geração após geração. Nós somos anarquistas, porque estamos envergonhados desse sistema, em que vemos, não só morte, mas: fome, prisões, repressão, desigualdade, e alienação além de milhões de mentiras. Nós somos anarquistas porque conhecemos o seu poder, a sua força, seu terrorismo, a calúnia, vocês nos assassinam nos encarceram, nos difamam.
Chamamos de terroristas, algumas pessoas que dominam outras pessoas com bombas, tanques, armas, prisões,torturas e execuções, hospitais psiquiátricos e a mentira do inferno. Dizem que Anarquia é o caos, mas na sua sociedade capitalista é que vemos criminalidade, prostituição, desigualdade, destruição, ao mesmo tempo: excesso de comida e milhões de seres humanos morrendo de fome, bombardeios de povoados, cidades, países inteiros, arrasam tudo com sua ganância causando pânico geral.
Sua ambição, seu egoísmo, sua burrice, Sua cegueira e loucura pelo poder está destruindo a você mesmo, os seu filhos e seus netos não vão querer lembrar de você, seu sistema está em caos porque é sustentado por mentiras, terror, artigos, Códigos, leis, recompensas e punições. É por isso que somos anarquistas,somos anarquistas para mudar esta sociedade positivamente, para que você se cure dessa loucura perigosa, Nós somos anarquistas, porque é necessário que haja alguém para gritar suas atrocidades, porque não temos medo, como muitos não tiveram. Nós somos anarquistas nas ruas, na prisão, na cadeira elétrica, no julgamento e nos cemitérios.
Porque ser um anarquista é ser muitas coisas que você nem compreende nem tem capacidade de entender, e assim, nos assassinam desde séculos atrás, nos põem a culpa e nos aprisionam, alienam soldados e policias para que vos defendam, usam de todas as artimanhas para nos derrubar, mas, chegam a conclusão de que, para cada anarquista que vocês assassinam, nasce outro.
Não iremos lhes perdoar, não jogaremos o seu jogo, somos aqueles que não crêem em suas promessas, dói em vocês quando defendemos a liberdade e a igualdade, acreditamos na arte, no progresso, na educação, não precisamos nem de deuses, nem mestres, acreditamos nos seres humanos, na Natureza, nos direitos e deveres de cada um, queremos uma sociedade de paz, amor e respeito mútuo, uma sociedade que não parece ser nada igual a sua, queremos uma sociedade anarquista.

És Anarquista? (Autor Desconhecido)

Posted in Pequenos textos sobre o anarquismo on abril 14, 2008 by Xirtam

És anarquista?

– Sim, porque sou trabalhador consciente.

– Que é ser trabalhador?

– É viver pelo esforço do seu trabalho.

– Quando se pode dizer que o trabalhador é consciente?

– Quando conhece as causas da sua miséria e as combate.

– Que é trabalho?

– É o esforço para produzir.

– Que é produzir?

– É criar riqueza.

– Que é riqueza?

– É tudo o que pode ser útil ao homem.

– Então o sol é uma riqueza?

– Sim, como o ar, a água, etc.

– Mas o sol não é produzido pelo homem.

– Não, por isso se chama riqueza gratuita.

– Há outras riquezas gratuitas?

– Há, o ar, a chuva, os rios, os mares, etc.

– A terra é uma riqueza gratuita?

– Deveria sê-lo, porque é a matéria natural da produção natural da produção das riquezas minerais e orgânicas; mas não o é.

– Porque não o é?

– Porque é possuída por alguns homens em prejuízo da maioria dos homens.

– Isso é justo?

– Não. Isso é a causa da maior parte das desgraças humanas. Que dirias de um indivíduo que pudesse apropriar-se da luz e do calor solar e o fizesse para vendê-los depois aos outros homens?

– Que seria um infame!

– Que dirias dos homens que se apropriam de toda a Terra e não permitam que os outros a cultivem?

– Que são infames.

– Que dizes de uma sociedade que mantém esse regime?

– Que é uma sociedade prejudicial ao homem e portanto precisa ser reformada pela extinção do direito de propriedade privada.

– Quem mantém a propriedade privada?

– O governo, isto é, alguns homens que pretendem dirigir os outros homens.

– Qual é o meio de que lançam mão para tal fim?

– A lei, e para garantir a lei o soldado.

– Que é lei?

– O conjunto de regras impostas pelos reis, conquistadores, capitalistas, etc… às classes trabalhadoras com o fim exclusivo de manter a propriedade privada, isto é, a posse das riquezas, e regular a sua transmissão.

– Que é o soldado?

– É um trabalhador inconsciente que se sujeita aos possuidores da terra para manter essa posse a troco de um miserável pagamento.

– Como se sujeita ele?

– Sujeita-se pela disciplina.

– Que é a disciplina?

– É a escravização da vontade do soldado ao seu superior. O soldado obedece ao que lhe mandem sem saber como nem porquê.

– Qual é o ofício do soldado?

– Matar.

– Mas a lei não proíbe matar?

– Proíbe, mas se o soldado matar um trabalhador que protesta contra o governo, a lei declara que o soldado é um virtuoso.

– O papel do soldado é digno?

– Não. É o mais vil possível.

– E como há trabalhadores que se fazem soldados?

– São iludidos pelos governantes e arrastados pela miséria.

– Como conseguem iludi-los?

– Com fardamentos vistosos e insuflados neles o “amor” à pátria. Patriotismo é um sentimento mesquinho que leva o indivíduo a supor que os que nasceram no seu território são superiores aos outros homens.

– Esse sentimento leva a más conseqüências?

– É o elemento principal que arrasta as massas humanas à “Guerra”.

– Que é a guerra?

– É um processo de dominação pela morte.

– Como se explica?

– A história universal mostra que os “grandes” de uma nação armavam soldados, adestravam-nos e subjugavam pela força aos homens de outras terras, ou para escravizá-los, ou para se apossarem da lavoura, suas minas, de suas riquezas até mesmo de suas mulheres. Os diretores dessas guerras, um Cambyses, um Alexandre Magno, um César, um Napoleão. Eram simples bandidos que procuravam justificar as suas invasões com pretextos fúteis de “honra, vingança, amor à Pátria”. Hoje as guerras são a mesma coisa, luta por causa de colônias, de comércio, de capitais comprometidos.

– Quem faz a guerra?

– São os capitalistas, por intermédio dos diplomatas e pelos canhões movidos por soldados.

– Que fazem os soldados da polícia?

– Mantém a chamada ordem ou “hierarquia”, isto é, o regime de autoridade pelo qual os inferiores se subordinam aos superiores. Desde que alguns trabalhadores procuram levantar-se contra os seus exploradores a polícia intervém para “manter a ordem” isto é obrigar os trabalhadores a se submeteram à exploração.

– Como reformar isso?

– Extinguindo a propriedade privada e tornando-a posse da Terra coletiva.

– Quem fará essa reforma?

– Os dirigentes capitalistas não o farão porque isso seria contrário aos seus interesses; logo essa reforma só pode ser feita pelos trabalhadores.

– Como se chamará o regime da propriedade coletiva?

– Chamar-se-á Anarquia.

– Que significa esse nome?

– Significa “não comando”, isto é, exclusão dos superiores e portanto “igualdade, não autoridade”.

– A anarquia exige ordem?

– É o único meio de obter a verdadeira ordem, que hoje é mantida apenas pela opressão. Basta que por um dia se suprimam a polícia e o exército para que a “desordem” atual se manifeste em desmando de toda a espécie.